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Descrição do logotipo da APAMTC Imprimir E-mail

Nota Explicativa do Logotipo da APAMTC-------------

DESCRIÇÃO

1 – O logotipo desenvolve-se a partir de um pictograma atribuído a Mencius ( Meng tsu  – Meng disse), da Escola de Confúcio que teria vivido entre 372 – 289 AC.
Esse pictograma originou outros desenvolvimentos ou expressões.

2 – A decomposição do pictograma, antropomórfico, sugere-nos as seguintes interpretações :
 4 planos diferentes : 

    -   um superior contendo dois semicírculos de dimen-
        sões acentuadamente diferentes;
    -   um central, rectangular
    -   um inferior, rectangular de lados curvos e aberto na
        base.
    -  um vertical, atravessando toda a figura, terminando
        ligeiramente acima do plano da base do rectângulo
        inferior.
        Essa linha inicia-se no centro do círculo menor supe-
        rior, contém dois traços paralelos, a pouca distância
        entre si, de dimensão aproximada a um terço da base
        superior, que a cortam transversalmente, e termina em
        triângulo em forma de ponta de seta.

3 – No rectângulo central, está inserido, do lado esquerdo da figura, a vermelho sobre fundo branco, o ideograma chinês de Medicina. No lado direito, sobre fundo negro, as quinas portuguesas de azul da bandeira nacional.

4 – Na base da figura  está inscrito em maiúsculas, da mesma cor que as quinas, a sigla da Associação - APAMTC.

SIGNIFICADO

1 – O fundo negro representa o Universo no seu todo, envolvendo todas as energias, conhecidas ou não. É o negro transparente iconográficamente usado para simbolizar a Criação.
2 – O pictograma, no seu significado filosófico, taoísta, referente ao Homem e à sua inserção no Universo sensível, contém analogias com a árvore da vida cabalística. É fácil observar que a figura recebe um eixo central que se dirige para baixo, Terra, plano do homem, matéria densa. Será a coluna do meio. As extremidades da figura quase coincidem com o traçado das “sephiroth” do Sefer Yetzirah ( publicado sécs. III/IV ), bem como traçado da linha central.
3 – A interpretação que interessa directamente à MTC-A, poderá descrever-se assim :
    
           
a)             1 – A primeira semi-esfera não apresenta a parte superior porque estamos a tratar do Homem na Terra e não do Homem Adâmico, antes da cristalização, o Adam Kadmon, o Tchong Jen taoísta. Referimo-nos ao Adão Bíblico, o Tsong Jen taoísta. É aí que vamos encontrar o Psíquico do indivíduo.
 2 – Ao representar os braços e as mãos, aquilo por onde se demonstram e realizam os actos volitivos e intelectuais, estaremos no âmbito do Mental/Intelectual, onde circulam “meridianos” energéticos : P; IG; ID; C: MC; e TA.
 3 – Este é o traçado central do Homem, local do triplo atanor, onde se transformam e transmutam as energias. Recebe o ar do céu, as energias subtis que o rodeiam, os alimentos, a energia ancestral. É além disso o lugar das Emoções – é duplo: metade vira-se para o céu, metade vira-se para a terra.
 4 – Este traçado que sugere as pernas, mostra-nos o que é físico, material, mensurável, onde circulam os “meridianos” : E; BP; B; R; VB e F. Será o Fisiológico.
 5 – 6 – Aspecto duplo. Representará a duplicidade Yang – Yin, do todo.
  Podemos ler os traços de 4 formas distintas, já que se encontra atravessado pelo eixo central :  Dois traços contínuos – Yang velho
       Dois traços cortados ( pelo eixo ) – Yin velho
       Traço superior cortado, inferior contínuo – Yang jovem
       Traço superior contínuo, inferior cortado – Yin Jovem
Assim estarão representados para além disto os 4 pontos cardeais, e os aspectos masculinos e femininos do Homem. Estes traços também mostrarão a condicionante dupla da componente fisiológica, emocional e mental/intelectual.
 7 – Este é o aspecto que na cabala ocidental se definiria como Malkuth, o Reino, lugar onde “dorme” a serpente da Sabedoria, o chakra Muladhara.
       No manuscrito de Mawangdui ( 168 AC ) diz-se na primeira parte :
       “ Há o céu e a terra, seguidamente nascem os 10 mil seres “
       Na Segunda parte, diz-se :
       “ Há o céu e terra, de seguida os 10 mil seres. Há os 10 mil seres, depois o homem e a mulher. Há o homem e mulher, depois o esposo e esposa. Há o esposo e a esposa, depois o pai e o filho. Há o pai e o filho, depois o soberano e os súbditos. Há o soberano e os súbditos, depois o alto e o baixo. Há o alto e o baixo e de seguida os ritos encontram o seu lugar próprio...”
      No fim, lugar do último hexagrama :
      “ Os seres vão para o infinito é por isso que Weiji ( hex. 64 ) está em último lugar. “


b) O eixo vertical -  O eixo vertical assume o papel do “sopro” da energia vital, daquela energia que recebemos à nascença, a energia cósmica, o Chéne, o que não é mensurável na energia Yin-Yang ( Enciclop. Tsre Iuane ). Note-se que ela pressupõe, na figura, que vem dalgum lado, exterior à própria figura, manifestando-se no Homem já materializado, é o que antecede e se vai tranformar transforma em TCHI YEUNG.

c) A figura foi dividida em ouro e prata para mostrar a dualidade subjacente a tudo o que é manifestado, o Céu e a Terra, o Sol e a Lua, o Homem e a mulher. A componente simbólica é sobejamente conhecida para não ser necessário maior explicação.

d) Por último chama-se a atenção para a ligação Ocidente-Oriente que decorre dos símbolos inscritos no rectângulo da figura e acima de tudo da coincidência que se pode obter com a árvore cabalística, desde que se sobreponham os respectivos traçados e se verifique a circulação das energias.

e) Para melhor compreensão apresenta-se a árvore cabalística, com a circulação energética e a “serpente da Sabedoria “
       
     
 COMENTÁRIO FINAL

O logotipo, pelo que atrás se disse, representará a passagem do testemunho da MTC para Portugal, estabelecendo a ponte do conhecimento que ultrapassa o simples nível técnico-profissional, mostrando o que há de universal e também de transcendente, reclamando assim que a APAMTC não se limitará à simples prática profissional da MTC, num âmbito materialista moderno, mas que irá sempre cobrir-se com o legado da Tradição, obrigando a que os seus associados, sejam terapeutas, no sentido mais tradicional e profundo.

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